12 tragédias que podem cair no Enem e outros vestibulares

Tragédias são incidentes que sempre marcam a história do país e a memória das pessoas. Os desastres brasileiros envolvem negligências do governo, problemas técnicos e efeitos da exploração do meio ambiente.

Muitos desses acidentes, principalmente os ambientais, poderiam ser evitados com medidas de segurança e atenção a sinais que foram ignorados. É comum que após esses eventos, o governo intensifique sua fiscalização e medidas sejam tomadas para que a situação não se repita.

Lama e rejeitos de minério de ferro do Rio Doce chegando ao oceano após rompimento da barragem de Mariana (Arnau Aregio/Wikimedia Commons)

Além disso, essas tragédias e seus efeitos ou antecedentes podem ser usadas de contexto em questões de Biologia, Física, Geografia, entre outras disciplinas cobradas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros vestibulares.

Para relembrar os eventos que marcaram a história recente do país, confira 12 tragédias que podem cair no Enem e outros vestibulares.

Rompimento da barragem de Mariana (2015) e Brumadinho (2019)

Em novembro de 2015, a barragem de Fundão se rompeu e inundou de lama e rejeitos de minério de ferro a região da cidade de Mariana, em Minas Gerais. A tragédia é considerada o maior desastre ambiental da história do Brasil e matou 19 pessoas. Estima-se que o Rio Doce e o oceano demore mais de 100 anos para se recuperar da poluição.

Rua do distrito Bento Rodrigues após o desastre de Mariana (Romerito Pontes/Wikimedia Commons)

O mesmo desastre voltou a acontecer em janeiro de 2019 na cidade de Brumadinho, também em Minas Gerais. Além da tragédia ambiental, com a poluição dos rejeitos do minério de ferro, a perda humana também foi enorme, foram 248 mortos e 22 ainda desaparecidos. Ambas barragens, de Mariana e de Brumadinho, em controladas pela Vale,  uma mineradora multinacional brasileira.

Massacre do Carandiru (1992) 

Em 1992, o sistema prisional brasileiro registrou o maior massacre de sua história. A chacina ocorreu durante uma intervenção da polícia militar para conter uma rebelião no presídio de Carandiru, em São Paulo. A intervenção para acalmar o conflito se transformou no assassinato em massa de 111 detentos. A promotoria que julgou o caso considerou a ação “desastrosa e mal-preparada” e condenou parte dos policiais envolvidos.

Manifestantes fazem de lembrança aos 111 mortos no massacre do Carandiru (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Acidentes aéreos

Voo Gol 1907 (2006)

Em 2006, o voo Gol 1907, de Manaus com destino ao Rio de Janeiro, colidiu no ar com um um Embraer Legacy 600. Com a colisão, o avião da Gol se despedaçou no ar e caiu na mata no estado do Mato Grosso, vitimando 154 pessoas. O Legacy conseguiu pousar em segurança e os sete ocupantes sobreviveram. O desastre causou uma crise na aviação civil brasileira e foi considerado o mais letal até então.

Voo TAM 3054 (2007)

Em julho de 2007, um acidente de voo comercial TAM 3054, da TAM Linhas Aéreas, ultrapassou o acidente da Gol, sendo considerado o acidente aéreo com mais mortes na história da aviação brasileira. O avião, vindo de Porto Alegre, não conseguiu frear na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, atravessou a rua e colidiu com um o prédio da TAM Express e um posto de gasolina. As principais causas do acidente foram erro do piloto e falta de infraestrutura do aeroporto. As 187 pessoas a bordo e mais 12 em solo morreram.

Prédio da TAM Express em chamas após a colisão (Milton Mansilha/Agência Brasil)

Voo Air France 447 (2009)

Dez anos atrás, o voo internacional Air France 447, do Rio de Janeiro com destino a Paris, despencou no Oceano Atlântico. Haviam 228 pessoas a bordo de 32 nacionalidades. A maioria das vítimas eram franceses e brasileiros. A localização dos destroços e corpos duraram mais de 20 dias e as caixas pretas do avião foram encontrada somente dois anos depois.

Chuvas em Santa Catarina (2008) e Rio de Janeiro (2011) 

Muitas regiões do Brasil sofrem com frequência com o efeitos das chuvas intensas. Quando combinado com falta de infraestrutura e condições adequadas, o alto volume de chuva pode acarretar em inundações, destruição de casas e deslizamentos de terra. Em novembro de 2008, fortes chuvas inundaram cerca de 60 cidades no estado de Santa Catarina e fizeram mais de 130 vítimas.

Uma região do estado de Santa Catarina afetada pelas chuvas de 2008 (Imagem de moradores/ Divulgação Agência Brasil)

Em 2011, na região serrana do estado do Rio de Janeiro, enchentes e deslizamentos de terra atingiram mais de sete cidades. A tragédia foi considerada o maior desastre climático do país. Foram 918 mortes, 90 desaparecidos até o momento e mais de 30 mil desalojados.

Incêndio na Boate Kiss (2013)

Em janeiro de 2013, o que deveria ter sido uma noite de festa terminou em incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Um instrumento pirotécnico, usado pela banda da festa, causou o incêndio que se alastrou rapidamente pelo local por conta da espuma inflamável que fazia o isolamento acústico.

Fachada da boate Kiss com homenagens às vítimas (Leandro LV/Wikimedia Commons)

Foram 242 mortos e 860 jovens feridos. O incêndio foi considerado a segunda maior tragédia brasileira em incêndio, atrás apenas do incêndio do Gran Circus Norte-Americano, que vitimou 503 pessoas em Niterói (RJ). Depois do acidente, as medidas de segurança para boates noturnas e sua fiscalização se tornaram mais rigorosas.

Incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro (2018)

Outro incêndio que marcou a história do Brasil pelas perdas históricas, culturais e científicas foi incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, em 2018. O prédio do museu era histórico, antes abrigava a residência imperial, e apresentava inúmeras falhas na infraestrutura. Seu acervo, construído ao longo de 200 anos, e com mais de 20 milhões de peças catalogadas foi quase totalmente destruído.

Museu Nacional em chamas (Felipe Milanez/Wikimedia Commons)

Massacres nas escolas de Realengo (2011) e Suzano (2019)

Duas tragédias que marcaram o Brasil aconteceram em ambiente escolar: o massacre de Realengo, em 2011, e o de Suzano, em 2019. Na escola da cidade de Realengo, no Rio de Janeiro, um estudante entrou armado e matou 13 pessoas, incluindo ele mesmo. A motivação teria sido o bullying que sofria na instituição.

O bullying também teria sido o motivo de outros dois jovens, ex-alunos da Escola Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), atacarem o colégio com arma de fogo e machadinha. Foram 10 vítimas, incluindo os assassinos que se suicidaram. Os jovens planejaram o massacre por um ano com ajuda de fóruns terroristas na internet e queriam superar o massacre na escola de Columbine, nos Estados Unidos.

Fonte: Quero Bolsa.

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