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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) cumpre, nesta terça-feira (25), mandados nas cidades de Cuiabá e Nova Mutum contra acusados de superfaturamento de R$ 30 milhões em cima de contratos que somam R$ 73 milhões na compra de testes de Covid-19 pelo Governo do Distrito Federal.

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, que foi preso preventivamente nesta terça-feira (25), em Brasília (DF), teria contratado uma empresa de Nova Mutum que participaria do esquema.

Em Cuiabá, mandados estão sendo cumpridos em um endereço na avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA).

São apurados crimes de fraude à licitação, contra a ordem econômica, organização criminosa e corrupção ativa e passiva. Há indícios de que o grupo trocou as marcas dos testes, usando uma de baixa qualidade, comprometendo o resultado dos exames.

Segundo o MPDFT, “há fortes indícios de superfaturamento na aquisição dos insumos e ainda evidências de que marcas adquiridas seriam imprestáveis para a detecção eficiente de Covid-19 ou de baixa qualidade nessa detecção”.

O somatório do valor das dispensas de licitação sob investigação supera o montante de R$ 73 milhões, dos quais R$ 30 milhões teriam sido sobrevalorizados. O processo corre em sigilo.

Além de Araújo, são alvo de prisão preventiva: Ricardo Tavares Mendes, ex-secretário adjunto de Assistência à Saúde; Eduardo Hage Carmo, subsecretário de Vigilância à Saúde; Eduardo Seara Machado Pojo do Rego, secretário adjunto de Gestão em Saúde; Jorge Antônio Chamon Júnior, diretor do Laboratório Central (Lacen); e Ramon Santana Lopes Azevedo, assessor especial da Secretaria de Saúde.

A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Procuradoria-geral de Justiça do MPDFT. (Com informações do Metrópoles)

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