Governo nega que liberar FGTS será “voo de galinha” para a economia.

Expressão foi usada pelo próprio Guedes em junho; previsão oficial, questionada pelo mercado, é de crescimento extra de 0,35 p.p. do PIB em 12 meses.

(filipefrazao/Getty Images

Enquanto o mercado aposta em uma baixa expansão da economia brasileira neste ano, a equipe econômica estima que a liberação de saques do PIS/Pasep e de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) levará ao crescimento adicional de 0,35 ponto porcentual no Produto Interno Bruto (PIB) em 12 meses.

A projeção oficial do governo para o crescimento do PIB neste ano é de apenas 0,81%, e a equipe econômica acredita que a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional possa melhorar um pouco esse resultado.

Em evento de lançamento do programa “Saque Certo” no Palácio do Planalto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a medida e considerou que as mudanças no FGTS não representam um “voo de galinha” para a economia – jargão usado pelos economistas para classificar momentos de expansão da atividade que não se sustentam no médio e longo prazos.

O próprio Guedes dissera, no início de junho, que liberar o dinheiro do FGTS antes da reforma da Previdência seria “voo de galinha”. “Não adianta dar esse estímulo antes da reforma. A economia está parada no fundo do poço, não está afundando mais, mas, para subir, só com reformas”, afirmou, em sessão na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. A reforma da Previdência ainda precisa ser votada no segundo turno na Câmara, antes de seguir para o Senado, onde é analisada em duas votações.

Fonte: Exame.

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