JÚLIO, CIDINHO OU FÁVARO

Eleição suplementar indefinida

Foto: Google

Na manhã de hoje foi entrevistado o ex-prefeito, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador Júlio José de Campos. Aos 73 anos, ele ainda se sente disposto a ocupar um cargo eletivo e é um dos nomes do Partido DEMOCRATAS, caso aconteça a eleição suplementar para o senado.

Júlio Campos comentou sobre a permanência de Carlos Fávaro (PSD) no cargo de senador, e desconversou sobre o Cidinho já ter sido escolhido como candidato do DEM.

Confira com exclusividade.

Nas últimas semanas tem se falado muito sobre a candidatura do Cidinho Santos pelo DEM, isso procede, ou o projeto do partido ainda é o Júlio Campos?

O ex-senador Cidinho Santos filiou recentemente no Democratas, e com isso ele se qualificou para ser candidato a Vereador ou Prefeito cujas eleições estão marcadas para 15 de novembro pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Concomitantemente se houver eleição para o senado, ele tem condição de pleitear uma candidatura pelo DEM já que qualquer filiado tem esse direito. Porém, até o momento o TSE não marcou a data da eleição suplementar, até porque essa cadeira está preenchida provisoriamente pelo terceiro colocado do pleito de 2018 Carlos Fávaro (PSD), cujos advogados estão entrando com uma representação pedindo a anulação dos votos da senadora cassada por crimes eleitorais ex-juíza Selma (PODEMOS), e com isso o Fávaro poderia se tornar o segundo colocado, e o senador Jaime Campos (DEM) subir para o primeiro lugar.
Dessa forma não teria eleição suplementar, mas sim, a posse definitiva do Fávaro no senado até o final do mandato em 2027.

O TRE-MT já se posicionou quanto a uma nova convenção?

Realmente o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) comunicou-me que a convenção passada está nula, com isso o DEM e demais partidos terão que realizar novas convenções, podendo até escolher outros candidatos diferentes daqueles que iriam disputar o pleito de 26 de Abril.

Iniciou um julgamento de recurso lá no TSE, em desfavor da prefeita Lucimar Campos e do vice José Hazama, o senhor acha que isso reflete na sua candidatura ao Senado?

Quanto a possibilidade de cassação do mandato da prefeita e do vice-prefeito em Várzea Grande, esse assunto encontrar-se em julgamento no TSE e não podemos comentar enquanto o processo não ser encerrado, cujo prazo é o próximo mês de agosto. Eu torço para que a Lucimar (DEM) e o Hazama (DEM) conclua com sucesso a belíssima gestão que eles vem executando em Várzea Grande.

Como o senhor vê o cenário político em meio a essa pandemia?

Realmente falar de política ou eleição em tempo de Pandemia do COVID-19, é muito complicado, ninguém em sã consciência está com cabeça para falar deste assunto, creio que se continuar muito alta a taxa de mortalidade no Brasil, é preferível adiar essas eleições para 2021 ou até mesmo mandando coincidir com as eleições de 2022, prorrogando o mandato dos atuais prefeitos e vereadores, como já ocorreu com os eleitos em 1976 que tiveram seis anos de mandatos invés de quatro, não é uma tese simpática mais é possível.

O senhor ainda vê uma união dentro do governo Mauro Mendes, em favor do seu nome para Senado? Porque até então o Carlos Fávaro (PSD) e o Otaviano Pivetta (PDT) mantém o projeto pra Senador, certo?

O governador Mauro (DEM) vem fazendo uma boa gestão administrativa, mas participa muito pouco de discussão política, por enquanto a preocupação dele é com a saúde dos matogrossenses, e até hoje não convocou o DEM para discutir eleições de 2020, seja ela as municipais e nem a de senador. Portanto, só ele pode responder a sua pergunta.

Agradecimentos:

Muito obrigado pela oportunidade e envio aos seus leitores um forte abraço, e uma mensagem: Fiquem em casa aqueles que puderem, e todos usem máscara, lavem sempre as mãos com água e sabão, e não se esqueçam do álcool gel.